terça-feira, 2 de março de 2010

Banalidades

Estou a ficar como as novas gerações... Chegam a casa, nem pai, nem mãe, nem os irmãos, nem amigos para brincar na rua e, então, Internet. E, como tenho tanto e nada ao mesmo tempo para escrever, vou debitar qualquer coisinha, para não cair na tentação, que é vestir o pijama e saltar para a cama, para ler, ver televisão e depois fechar o livro e ficar a ouvir o som da TV a sussurrar enquanto eu já ressono.
Pois bem, a parte do pijama já está adiantada. Aliás, é um dos meus prazeres terrenos: chegar a casa e vestir o pijama e poder permanecer assim até ir dormir, sem ninguém que me chateie a moleirinha. Outro prazer é não ter ninguém que me domine o tempo: posso parar de escrever, vestir-me, pegar no carro e sair, ir até onde me apetecer, que tal não vai influenciar a vida de ninguém. À excepção da minha amiga de casa que vai jantar sozinha. Mas como às vezes também janta, a diferença não é muita. A questão de fundo é que o excesso de liberdade é fantástico, mas ao mesmo tempo aterrador. Posso fazer o que quero, mas, por outro lado, quando os outros não estão, fico a pensar naquilo que hei-de fazer. Há sempre imensas possibilidades como ler, escrever, dançar, ver televisão, navegar na Internet, ver um filme, tudo programas que as mulheres cheias de compromissos gostariam imenso de fazer. No entanto, quando já se fez isso tudo, sobra tempo. E o que fazer a esse tempo que sobra? É aí que durmo? Mas quê, durmo porque tenho sono ou para esquecer que a minha existência é muito vazia de pessoas?
Mas adiante. Dia 20 vamos limpar Portugal, já se inscreveram? Já doaram qualquer coisa para o Haiti, o Chile e a Madeira? E já fizeram alguma coisa pelo vizinho do lado? E por vocês próprios, o que fizeram hoje? Eu vou tratar de fazer algo por mim, hoje. Ainda não sei bem o quê.

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