segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Livros indecentemente caros

António Lobos Antunes disse sábado, 27, que os livros em Portugal são “indecentemente caros”, em relação a outros países como a Alemanha, Holanda e Noruega, onde o poder de compra é superior ao português.
Como concordo com ele. De facto, quantos livros ficam nas bancas da Fnac, Bertrand e outras lojas porque, enfim, quem gosta de cultura normalmente tem uma profissão que não lhe permite ter dinheiro para "a comprar" e é o que se passa comigo. Parece um contra senso e é-o, de facto. Quem ama as letras, a música, a arte de tal forma que escolhe uma forma de vida relacionada com as várias manifestações artísticas tem vencimentos baixissimos pela desvalorização que o país reserva à cultura. Como se esta não fosse também essencial. “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que vem da boca de Deus”. Pegando nestas palavras bíblicas, eu diria: “nem só de pão vive o homem, mas sim de toda a arte que eleva o espírito ao mais alto nível do cosmos”.
O sonho de criança em fazer a minha própria biblioteca está a caminhar mais devagar do que o pretendido. Recebi um livro no Natal. Ena!! Mas a leitura, essa, não espera. Por isso, socorro-me das magníficas bibliotecas municipais tão minhas amigas que me deixam levar livros para casa gratuitamente.
A quem devo agradecer? A mim e a quem paga os seus impostos. Obrigada!

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