terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Dicas de Natal

A lista de prendas
Mesmo com o consumo em queda e com a intenção de muitos portugueses em gastarem menos dinheiro em prendas neste Natal, o facto é que as lojas estão plenas de artigos muito atractivos para crianças e adultos e resistir é difícil... Mesmo que as lojas ainda não tenham conhecido grande assédio por parte de compradores, nos dias anteriores ao 25 de Dezembro, há sempre uma campainha cerebral que chama as pessoas à compra desmesurada. Na sociedade de consumo instalada, toda a gente acaba por gastar mais do que quer.
Por isso e para resistir às tentações dos centros comerciais e comprar quatro ou cinco presentes para uma pessoa, toda e qualquer compra devia ser antecedida pela elaboração de uma lista, tendo em conta as necessidades ou preferências dos destinatários. E, assim, talvez, se consiga atingir aquele estado quase iluminado de ir a um centro comercial comprar algo específico que falta e voltar para casa, são e salvo, sem dores de consciência, nem pensamentos labirínticos à procura de soluções para pagar as despesas obrigatórias. A psicologia aconselha os pais a aprenderem a dizer “não” a alguns pedidos dos filhos. A carteira agradece e os mais pequenos aprendem, mais cedo, a tolerar a frustração e a valorizar mais as prendas recebidas.

Os sacos
Com as compras, entram em casa os sacos de plástico ou de papel. A tarefa posterior é arranjar um sacão onde enfiar os sacos plásticos amarfanhados ou devidamente enrolados (há uma técnica gira para guardar sacos a fim de ocuparem menos espaço).
Os sacos de papel ocupam mais espaço, mas fazem sempre jeito quando se quer devolver um tupperware a alguém, ou oferecer ovos. Com isto tudo, os sacos amontoam-se e pode haver soluções, até porque, como todos sabem, os sacos plásticos prejudicam muito o ambiente. Grande parte deles é deitada para os oceanos, provocando a morte aos animais marinhos.
A solução poderia passar por levar menos sacos para casa. Ao fazer as compras de Natal, se todos os artigos forem colocados no mesmo saco, assim seja possível, já é um ganho. Os sacos podem também ser utilizados mais vezes. Se em todas as idas ao supermercado se levarem sacos de casa, os autores do feito podem ser acometidos por um sentimento raro de satisfação pela útil benfeitoria feita à humanidade.
Por último e, para acabar, quando já não servem, os sacos devem ser colocados nos ecopontos. “Um gesto tão simples que até os adultos são capazes de fazer”, diz um anúncio publicitário. Por isso, assim que retirar o plástico deste jornal, não esqueça de o deitar no ecoponto amarelo, o plástico, bem entendido.

Solidariedade
Esta quadra tem o condão de amaciar os corações mais empedernidos. As campanhas de solidariedade sucedem-se e as pessoas são interrompidas nas suas vidas diárias por pedidos de dinheiro, às vezes, por associações de origem duvidosa. Confesso que detesto que me peçam dinheiro na rua, porque penso sempre que a situação a precisar de auxílio já podia estar resolvida se a sociedade estivesse organizada de outra forma e se os investimentos tivessem sido projectados, controlados e realizados na hora devida. Por vezes, tenho a ousadia de pensar que a solução da nossa crise social poderia passar pela simples realidade de todos os portugueses ocuparem os cargos por mérito, terem motivação para trabalhar (com reforços positivos vindos das entidades patronais, que não passariam necessariamente por aumentos salariais, mas por um elogio particular ou reconhecimento público) e terem vencimentos de acordo com o valor real do seu trabalho. Também tenho a ousadia de pensar que os donos de fortunas dentro de um determinado valor, como é o caso dos jogadores de futebol, deviam ser obrigados a abrir empresas para empregar determinado número mínimo de pessoas. As sociedades perfeitas são utopias, por isso, só posso fazer o meu papel o melhor possível como um pequeno parafuso numa enorme engrenagem, que apenas gostaria que funcionasse com mais fôlego. Aqui fica um desejo para o novo ano...

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