terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Desconsolo

Como sempre e, mais uma vez, outra e outra, só. São duas da manhã e ainda estou no meu local de trabalho. Mais um jornal seguiu, mais uma etapa se fechou. Agora é esperar pelo próximo e rezar que caia do céu a motivação necessária para o fazer a este e a todos os outros até chegar aos 65 anos! Falta mais do dobro da minha idade, nada de especial!
Os pés estão frios, a cabeça dói, o corpo está mal alimentado. Já todos saíram e eu fiquei, porque a responsabilidade assim o exigiu. Para me consolar, vim até à Internet, mas hoje parece que nada me consegue fazer deslizar os lábios para um sorriso.
Depois de um Natal tão bom, em que estive com a família, como podia sorrir depois de um dia de serviço, repleto de telefonemas, textos, dúvidas, perguntas, exigência de respostas, barulho, todos a falarem ao mesmo tempo, discussões, más disposições, facadas prontas a dar nas costas dos colegas. Enfim, um pouco de tudo.
Até o meu colega foi extremamente simpático quando saiu, dizendo: "Boas festas, se tiveres quem tas faça!" Só me quis provocar e, se calhar, conseguiu. Não tenho quem me faça festas, mas tenho uns lençóis maravilhosos à minha espera em casa. E, porque será que não vou? Porque adio a ida para casa? Será que o que me espera é o cenário de sempre?

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